10 comentários em “Sobre os exageros do “LMGTFY”

  1. Engraçado, qd eu pesquisei no google sobre como retirar o GRUB (nao restaura-lo), o post mais completo foi justamente de um forum Linux. 🙂

  2. Em algum momento isso teve de passar por um fórum, até se tornar um assunto simples. 😉

    Sem contar que, como disse, em muito lugar existe a prática de evitar os “lmgtfy” ou “pesquise no google”, dando sempre respostas completas para as pessoas. Eu acho a idéia interessante, já que faz a pessoa se sentir dentro da comunidade.

  3. Legal o post, mas… o que é “trolar”? Fui no http://lmgtfy.com/?q=trolar e não achei a definição =P

    Falando sério agora, gostei bastante da sua análise. Pessoalmente, não considero o LMGTFY uma ferramenta “do mal”, e dependendo do contexto/tom da conversa, pode ser levado de forma bem humorada e até educativa contra os acomodados de plantão que preferem abusar da boa vontade dos outros e terceirizar suas buscas.

    Infelizmente, o serviço acabou virando um prato cheio para trolls, que em vez de definharem estão cada vez se espalhando mais, saindo do covil de TI para todos os cantos da Internet.

    LMGTFY é a evolução do RTFM. Pelo menos, num contexto de dúvida “real” – e não smalltalk como vc bem disse – ela deixa a pessoa mais perto de uma resposta, enquanto o RTFM tradicional tinha um tom mais de “se vira, não tô com paciência”.

  4. @Bola:
    1) Como você disse, isso não era uma conversa real. Em uma conversa real você não está a um Ctrl+T de distância do Google.

    2) O seu exemplo do Mago de Oz é extremamente furado, por um motivo: Você ama Mago de Oz, até daria pros caras da banda (Por 1 bilhão?).

    Então quando você gosta de uma parada, OBVIAMENTE você vai explicar com detalhes e com carinho tudo sobre, para fazer propaganda do que tu curte..

    O Hurley aparentemente não se interessa tanto pela tal Cup, era só uma desculpa para beber (talvez ele poderia ter respondido isso), mas qualquer outra resposta mais completa não iria transmitir nada de entusiasmo com o negócio… logo teria o mesmo efeito que um link do lmgtfy, vai levar seu interesse pra 0.

    3) “A melhor definição para “simples” nesse caso seria “assunto pouco comum, que é difícil de encontrar uma opinião de consenso na internet ou outras fontes”” Que porra de assunto comum é esse?!

    @Breno:
    Você quis dizer smacktalk?

    • Atualmente, com os celulares cheios de gueri-gueri + 3G, em geral as pessoas também estão a dois cliques de uma consulta no Google, mesmo que estejam na rua. Você mandaria a pessoa ver no Google também?

      Eu particularmente prefiro falar às pessoas sobre o assunto, por mais que seja impreciso em alguma coisa. Se a pessoa se interessar, até podemos entrar no Google para pegar mais dados. Um exemplo aconteceu na própria discussão que gerou esse tópico: o Hurley reclamou do fato de que a Baden Baden foi comprada pela Schin, achando que era uma coisa recente. Eu disse que isso tem mais ou menos cinco anos. Se não precisasse de mais detalhes, ficaria assim, mas uma discussão futura precisou aumentar a precisão, e por isso fui ao Google para saber exatamente quando ela foi comprada.

      E sobre o ponto dois, eu exemplifiquei com algo que eu gosto. Mas mesmo que fosse algo que eu não gosto, eu falaria algo sobre o assunto, se conhecesse. Aliás, é o que costumo fazer. Logo, não é furado.

    • @buss, nope, quis dizer “small talk” mesmo, faltou só o espaço. Vulgo “conversa de elevador”, “papo de botequim”, “falar sobre o nada”, etc (http://en.wikipedia.org/wiki/Small_talk_%28phatic_communication%29). O espaço não saiu na hora, ficou parecendo a linguagem de programação. Ah. Note a ausência de um link pro lmgtfy =)

      Acho que o foco que o Bola quis passar era de que perguntas simples que não são de fato dúvidas complexas, quando feitas em tempo real – ainda que à distância – merecem no mínimo uma resposta rápida e idiota. Usando o exemplo dele, ao perguntar “o q é Heineken Cup” ele provavelmente esperava uma resposta do tipo “rugby” ou até mesmo “importa? é só uma desculpa pra encher a cara” – ambas mais fáceis de responder do que ctrl+t/busca/ctrl+c/click_no_tab_antigo/ctrl+v, e também mais fáceis de absorver do que click_no_link/esperar_carregar/achar_texto_pertinente/fechar_aba_e_voltar_pra_conversa. Ele não queria saber como retirar/restaurar o GRUB, ou como se coloriza um grafo. A analogia do Bola sobre o Mägo de Oz está errada, concordo com vc – mas não pelos mesmos motivos. A resposta do Bola é o que ele diria numa conversa presencial. Via chat, o que normalmente se espera nesse contexto (pelo menos para mim) é algo como: “é uma banda de folk metal” imediatamente seguido de um link pro youtube para “Fiesta Pagana” ou outra favorita do interlocutor. Se o outro se interessa por folk metal ou quer saber o que é, clica no link e vai direto pra música, o que é muito mais útil que qualquer link pra lmgtfy. Devemos sempre usar o meio pra facilitar nossa comunicação, e não ficar travando algo que deveria fluir.

      O problema é que na frente de um navegador esse procedimento já se tornou tão comum e mecânico que está passando para conversas mais fúteis, o que não deveria acontecer. Se depois da informação curta o Bola mostrasse interesse, provavelmente ele mesmo procuraria. Se continuasse fazendo perguntas pedindo detalhes da heineken cup, o Hurley seria mais que justo em passar o lmgtfy pra ele deixar de ser preguiçoso e procurar ele mesmo.

      Minha métrica na verdade é muito simples. Se a pergunta me obriga a fazer uma busca para responder adequadamente, e se basta colar a pergunta exatamente como foi feita (ou alguma substring da mesma) e a resposta é o primeiro link do google, é um sinal de que a outra pessoa provavelmente não fez o dever de casa e merece uma chamada de atenção.

      Mas como não uso o Google pra buscas há quase um ano, acabo fazendo ddg.gg?q=troll ou melhor ainda: ddg.gg?q=\troll

      =P

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