O Sentimento não para

E então saio de casa em direção ao Engenhão. Objetivo? Ir atrás do título brasileiro.

A ida ao Engenhão foi tranquila. E no meio do caminho, um momento único e especial. O ônibus do Vasco passou por nós enquanto nos dirigíamos ao estádio. Um daqueles momentos mágicos que só torcedor que vai ao estádio para apoiar consegue entender. Eu, Jonatas, sua irmã e Hugo paramos no meio do caminho. Começamos a bater palmas ao time e acompanhamos até o estádio. No início tinham poucos e estava tranquilo. Mas conforme nos aproximávamos do destino, a massa aumentava e então foi um grupo louco e alucinado cantando, pulando e incentivando o time. Um sentimento único.

Falar sobre o jogo é irrelevante. Assistam um VT do jogo se quiserem saber como foi o jogo. Mas a torcida… A torcida, meu amigo, isso é algo que merece falar, e o que vou falar é pouco perto do que merece.

Cantamos o tempo inteiro. Sem parar. Apoiamos o time incondicionalmente. Vaia? Nenhuma. Reclamação com o time? Nenhuma. Era uma massa apaixonada apoiando o time não importa quais sejam as consequências. Quando a torcida rival vinha gritar, logo era abafada. E sem gritos de “Vai tomar no cu” ou xingamentos a eles. Eram os grito que “tremem adversário e a terra”: VAAAAAAAAAAAAASCOOOOOOOOOOOOOOO!

Mas vamos ser sinceros. Na hora do gol dos rivais eles cantaram mais. Qualquer um que vai a estádio sabe que no Brasil é um momento em que o time que toma gol sente e fica calado por um tempo. Mas bastou cinco minutos, e voltamos ao normal, ao que era antes.

O jogo se aproximava do final. Era coisa de 44 do segundo tempo. Já se podia dizer que o sonho do título estava acabado. E a torcida rival, doida para provocar, começou aquele canto idiota. Esperavam uma resposta, que caíssemos na pilha.

Mas amigo, aqui é Vasco. a reação ninguém esperava. A torcida inteira começa a cantar. A cantar mais forte que cantamos o jogo inteiro. Exorcizamos todos os demônios. E não cantávamos provocando nada ou ninguém. Nosso canto era para demonstrar nosso amor ao clube. Ao Club de Regatas Vasco da Gama.

Cantamos alto e sem parar. O jogo acabou. Palmas para o time. E cantos, cantos e cantos. Com direito a um momento que sempre me deixa arrepiado: Ola seguido de grito de VAAAAAAAAAASCOOOOOOOOOOO! Paramos de cantar após uns 15 minutos do fim do jogo. Mais ou menos 20 minutos de cantos. A torcida não tinha ido embora ainda. Os rivais já estavam no caminho de casa. Nós ainda cantávamos o nosso amor ao clube.

Você não entendeu o motivo? Meu amigo, se você não entendeu, provavelmente não ama seu clube o suficiente, não se preocupa com ele o bastante para entender. Mas vou tentar explicar o motivo.

Celebrávamos o reerguimento do Vasco. Em 2009 o Vasco retornou à série A. Mas um time gigante como o Vasco ainda não estava completamente reerguido. Faltava uma coisa. E a coisa aconteceu esse ano. O Gigante da Colina voltou a jogar para disputar títulos. Eu fico puto em ver o Vasco jogar campeonato para terminar em 7, 8 lugar. Meu irmão! Temos que disputar o título! Sempre! Vaga na Libertadores? Isso é brinde pro título! Vaga na libertadores se esquece, título fica imortalizado.

E voltamos a disputar. A Copa do Brasil tirou uma seca de 8 anos sem títulos relevantes. E, diferentemente de vários outros times que pensam pequeno, fomos pra cima de mais títulos. O Brasileirão e a Sulamericana eram metas. Faltou perna, o time cansou, enfrentamos adversários mais descansados e de alta qualidade. E tivemos jogos heroicos onde nossos jogadores colocaram o coração na ponta das chuteiras para defender a cruz de malta. Fomos até o fim e infelizmente o título não veio. Como o Felipe brilhantemente disse, “A possibilidade de ser vice é o preço que se paga por jogar para ser campeão.”

O Vasco voltou a jogar para ser campeão. Uns vices virão, umas eliminações no meio do caminho virão. Mas junto virão as glórias e os títulos. É isso que voltou. E por isso cantamos e celebramos nosso amor ao Vasco. Cantamos porque o gigante se reegueu, e azar para os adversários.

Obviamente estamos tristes. Qualquer um está triste, queríamos o título e não conseguimos. Mas como também brilhantemente disse Rica Perrone, estamos tristes mas não putos. E por que deveríamos estar putos? Parabéns ao Corinthians. Time regular que sempre esteve disputando a ponta e merecidamente levantou o caneco. Agora, vamos corrigir nossos erros do ano, vamos reforçar o elenco. Ano que vem tem libertadores. Vamos continuar o sentimento e ir atrás de mais glórias. O time quer isso. A torcida quer isso.

Pai Santana nos disse que o ano de sua morte seria um ano de títulos para o Vasco, grandes contratações e a saudade dele. Títulos, no plural. E ele acertou. Temos dois títulos: a Copa do Brasil e o reerguimento do Gigante. E a saudade, obviamente será eterna.

P.S. – Provavelmente quem leu até o final é vascaíno. Se você não é vascaíno e está lendo até aqui doido pra dar uma sacaneada ou provocação, infelizmente saiba que a sua provocação não vai me fazer cair na pilha. Mas como todos sabem, eu gosto de usar meus comentários como minha ditadura particular, e piadinhas serão apagadas. Aqui é um espaço para vascaínos ou quem queira conversar. ;-)

O dia que virei fanboy da Amazon

Eu sempre gostei muito da Amazon. Possuem uma variedade boa de livros, com bons preços, entregam os produtos com uma velocidade alta, até onde sei raramente dão problemas e quando temos problemas, os mesmos são solucionados rapidamente. A velocidade de entrega deles para o Brasil é tão rápida que se escolher a entrega mais rápida do Submarino pra minha casa e comparar com a entrega mais rápida da Amazon, o tempo estimado de entrega é o MESMO.

O que mais costumo comprar na Amazon são livros. Livros não pagam imposto de importação e muitas vezes ficou mais barato comprar a versão original e pagar o frete mais caro que comprar a versão brasileira.

Mas nunca comprei CD’s. A Amazon tem MUITOS CD’s que tenho muita vontade de comprar, mas com o frete e impostos fica muito caro comprar o CD e sempre desisti, por mais que vários CD’s tivessem preços convidativos. Então veio uma oportunidade de ouro.

O meu amigo Thomaz Gaio foi aos EUA brincar de programar robôs, e pedi pra ele receber 4 CD’s pra mim. Ele topou e na hora fiz a compra.

Comprei:
Trans Siberian Orchestra – Christmas Eve and Other Stories

Trans Siberian Orchestra – The Christmas Attic

Diablo Swing Orchestra – Sing Along Song for the Damned and Delirious

UneXpect – In a Flesh Aquarium.

Muquirana que sou, pedi a taxa de entrega mega lenta, que era de graça nos EUA. E o produto chegou antes do prazo final. Os CD’s estavam nas mãos do Thomaz e era só ele não entrar em coma alcoolico nos EUA ou o avião dele não cair que eu receberia meus produtos! \o/

E eis que ontem encontrei o Thomaz e recebi os CD’s. E quando retirei os lacres, uma decepção. Um dos CD’s, o Trans Siberian Orchestra – Christmas Eve and Other Stories estava arranhado. Arranhado a ponto de não conseguir ouvir as músicas. =(

Chego em casa, envio um e-mail para a Amazon. Meus amigos tiveram problemas, e foram resolvidos. O Buss recebeu um livro a mais porque o livro veio com capa amassada! Será que vão resolver meu problema também, enviando novo CD?

Mais aí lembro que a encomenda era para os EUA, e eles podiam falar que só podiam entregar para o endereço original. Mas aí fudeu. O Thomaz não está lá nos EUA e não tenho ninguem pra buscar pra mim o CD novo.

E mandei o e-mail. E fui dormir.

E hoje de manhã, recebo uma resposta. A primeira coisa que noto é que a resposta NÃO é automática. Alguém lá se preocupou em ler meu problema e responder algo longe do tipo “estaremos entrando em contato para estarmos resolvendo seu problema”. E ele começou pedindo desculpas e dizendo que lamenta o ocorrido. Também disse que infelizmente não podia fazer o envio de um novo CD, apenas por um motivo: o CD foi comprado por um vendedor que não a Amazon. Se fosse eles, enviariam outro.

Mas para compensar e evitar dor de cabeça minha, devolveram o dinheiro do CD. O correto seria eu entrar em contato com o vendedor, enviar o CD para ele, e ele pedir para a Amazon ressarcir meu CD e o envio. Mas eles preferiram ignorar isso e disseram pra eu jogar fora o CD como quiser.

Eu dormi achando que podia ter uma dor de cabeça gigante pra resolver o pepino e acordo com um pedido de desculpas, o problema resolvido e dinheiro já enviado para o cartão de crédito.

Eu penso que por mais que você faça várias compras em uma loja, é só no momento em que você tem um problema com ela e o mesmo fica bem resolvido que você passa a virar fanboy dela. Bem, acho que a partir de hoje eu virei fanboy da Amazon.

E, para finalizar, copio o parágrafo final do e-mail enviado para mim:

“We pride ourselves in ensuring that all of our customers receive timely, efficient service and a stress-free shopping experience. Your patronage is greatly appreciated. We were unable to provide you with this level of service for your very important order, and for this, I am truly sorry.”

Esse tipo de pensamento deveria estar na cabeça de toda loja online. Não é Submarino e CD-Point?

Repositório de Projetos Finais da Ciência da Computação – UFRJ

Se existe uma coisa que me deixa incomodado no curso de Ciência da Computação da UFRJ é o fato de não existir um local centralizado na internet onde possamos encontrar os Projetos Finais dos alunos do curso.

Eu vejo que vários cursos por aí possuem locais em suas páginas oficiais com repositórios dos PF’s de seus alunos. No Bacharelado em Ciência da Computação da UFRJ, entregamos apenas para a biblioteca do NCE e pronto. Nada de versão digital, algo muito fácil de se exigir atualmente(ninguém mais escreve o PF sem um PC).

Então decidi começar por mim mesmo e por amigos. Criei uma página bastante primitiva para armazenar os PF’s que meus amigos forem defendendo, ou quem mais quiser entregar para mim. Caso num futuro a coordenação do curso decida exigir uma versão online para colocar em um site, eles já têm alguns projetos mais antigos para começar povoando a página. =)

O link é http://www.dcc.ufrj.br/~rlopes/rpf/ e ficaria muito feliz se você fez o meu curso e queira colocar seu PF lá para que o mundo possa ler. =)

Como colocar seu PF na página:

Me envie um e-mail com o título “Meu PF no Repositório de Projetos Finais”. No corpo do e-mail, coloque seu nome completo, orientador(e co-orientador, caso teve), o nome do PF e o período em que você entrou(ou vocês entraram)  no curso.

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Dimensões Paralelas no Google Maps.

Uma pequena curiosidade do Google Maps.

Entrem aqui, perto da Passarela 2 da Avenida Brasil, Rio de Janeiro. Prestem atenção à propaganda que tem no outdoor:

Repararam que estamos na pista central? Então vamos para a pista do canto agora:

OMG! O Google mostrando o outdoor em duas dimensões paralelas! <o>

Também tem a hipótese, mais irreal, de que as fotos foram tiradas em dois dias diferentes. Mas todos sabem que são duas dimensões paralelas. =)

Inútil, mas legal, né? Conhecem mais algum caso do tipo por aí? =)

Post feito com ajuda do Bruno Buss

Sobre um projeto final

E tudo começou com um post no Meio Bit, se não me engano do Dori Prata, sobre a falta de emoções nos jogos de computador. O post obviamente se perdeu no tempo(se alguém achar, por favor me indique o link!), mas lembro dele até hoje.

O post mencionava que jogos estavam bem evoluídos, mas sentia a falta exatamente de emoção nos personagens. Cita inclusive um exemplo em um jogo RTS, onde você pode mandar um único soldado enfrentar uma tropa gigante de inimigos, e ele irá tranquilamente, como se fosse colher maçãs no pomar. Obviamente, se você fosse mandado para uma missão suicida você iria se cagando de medo. Ou até deserdaria!

Achei a idéia bem interessante, e comecei a procurar informações sobre isso por aí. Logo de cara pensei que lógica nebulosa, assunto de minha IC na UFRJ, se encaixaria bem com isso. Mas não sabia bem como.

E então achei um artigo muito legal, sobre um modelo de emoções chamado FLAME – Fuzzy Logic Adaptive Model of Emotions. Cara! Era mais ou menos essa a minha idéia! Baixei o artigo, e comecei a ler.

E aí veio 2010/2, com AD e Física II. Parei tudo que pensava sobre PF para passar nessas duas matérias, no que foi o meu pior período dos 9 da UFRJ. Mas dane-se, passei em ambas.

Aprovado, voltei a conversar com o meu orientador, prof. Adriano, sobre a idéia. Ele tinha orientado uma dissertação de mestrado, também nesse tema, e me sugeriu ler também. A dissertação era do Leandro Alvim.

Leituras feitas, vamos trabalhar. A idéia foi seguir mais ou menos a idéia do FLAME,  mas simplificando o modelo. Vou tentar explicar sucintamente, em alguns parágrafos, como funciona meu modelo:

Um personagem controlado pelo computador entra em um cenário do jogo. Neste cenário existem três variáveis que determinam sua emoção: Ambiente(o fato do cenário ser favorável ao personagem ou não, ou seja, em caso de combate, possuir vantagens para ele se proteger etc), Iluminação e Som. Isso é determinado através de um sistema nebuloso.

Logo depois de ter as emoções definidas(Medo e Confiança), é vasculhado na memória fatos que aconteceram em cenários parecidos com este, para alterar as emoções. Se nos cenários anteriores parecidos houve confronto, o personagem ficará mais pessimista, aumentando o sentimento negativo. Caso não houve confronto, o personagem ficará mais otimista Depois disso, determina-se o comportamento do personagem, através dessas duas emoções. Ele pode ser cauteloso ou ágil.

Caso tenha ficado curioso, pode se sentir a vontade para ler meu projeto final. Pretendo ainda esse fim de semana colocar uma versão online, e atualizo o blog com o link.

O projeto final foi defendido segunda-feira agora, dia 16 de maio de 2011, e tirei 10. Agora é esperar para colar grau. =)

E se você queria ir na minha defesa de PF, mas não pode ir, não tem problema. Em outubro apresentarei uma versão enxuta na JIC. ;-)

Sobre os exageros do “LMGTFY”

Estava eu, em uma discussão com o Hurley e com o Stefan discutindo no facebook sobre cervejas, quando tivemos a seguinte passagem:

E é sobre isso que vou dar algumas poucas palavras.

O LMGTFY, ou “Let Me Google That For You”, é um site que o pessoal usa para caçoar de outras pessoas que costumam fazer perguntas exageradamente comuns em listas de discussão ou fóruns de internet. Um exemplo seria em uma lista sobre Ubuntu Linux, alguém perguntar como restaurar o GRUB após uma nova instalação do Windows. Essa é uma pergunta que você rapidamente acha vários tutoriais ao perguntar no Google.

A piada tem a intenção de mostrar a pessoa que pesquisar um pouco sobre o assunto pode ser benéfico, ajudando a poluir menos listas de discussão com assuntos mais… simples(*), deixando as listas para discussões mais complexas.

Mas o problema é que isso está sendo exageradamente usado. E os motivos, ao meu ver, são dois:

  1. A necessidade das pessoas trolarem gratuitamente as pessoas. Qualquer pergunta, é respondido com um lmgtfy.
  2. As pessoas se mostrarem impacientes em discussões com outras pessoas.

Sobre o primeiro item, sinceramente, foda-se. Já entendi que esse tipo de gente não merece atenção. Vou analisar o segundo fato, que me preocupa mais.

Olhando no final da imagem, verão a minha resposta ao Hurley: se ele me respondesse logo, eu já saberia logo o que é, e economizaríamos tempo da discussão. Ele me respondeu com um argumento bem válido também:

Concordo plenamente contigo, Hurley. E não acho que você realmente estava me trolando, senão teria ignorado o fim da discussão. Mas o ponto é: estávamos em uma discussão, com todos online e respondendo um ao outro de forma bem rápida. Não estávamos em um fórum. Se estivéssemos em um fórum, ou lista, iria ao Google e me informaria(caso me interessasse). Como estávamos apenas conversando, eu tinha duas opções rápidas(que geralmente se tem como em qualquer conversa real): cagar para o assunto, mudando-o, falando uma resposta padrão etc; ou perguntando do que se trata, caso tenha algum mínimo interesse.

Como eu falei, meu interesse em saber o que é Heineken Cup era muito baixo, mas eu raramente opto pela primeira opção de agir. Não acho muito interessante fazer isso, e dou sempre uma chance ao azar. Em muitas vezes(como esse caso), o assunto realmente não me era interessante, mas já tive casos em que descobri que o assunto que inicialmente eu achava ser chato virou algo muito interessante.

Agora vamos imaginar uma conversa, que você tenha com alguém, vida real ou chat. A pessoa fala sobre um assunto, a outra não sabe, tem um ligeiro interesse, e pergunta. Aí você fala “Ah! Vai pro Google pesquisar!”

PORRA!

É assim que uma discussão decente, principalmente entre amigos, deve tomar rumo? A discussão era online, cada um está sentado confortavelmente em sua cadeira no quarto conversando, com a barra do Google esperando uma pesquisa, mas é necessário acabar com o hábito de uma pessoa pegar informação com a outra, de forma rápida, como uma conversa simples em qualquer outro ponto?

Na minha opinião, isso é automatizar em excesso a conversa, torná-la impessoal. E a última coisa que quero, em conversas, por mais que sejam via internet, é que seja algo impessoal. Por isso, caso você tem o hábito que eu estou criticando, penso que reflita, e caso queira mudar, sugiro uma outra forma de reagir, que darei num diálogo exemplo:

Pessoa 1: “Bla bla bla Whiskas sachê Eu gosto de Mägo de Oz.”

Pessoa 2: “O que é Mägo de Oz”

Pessoa 1: “<link pro LMGTFY>”

Pessoa 1: “É uma banda espanhola que toca folk metal, cara. O som deles é bastante divertido. Se quiser mais informações, eu te passo, ou você pode ver no Google.”

Pessoa 2: “Opa! Valeu! =)”

A pessoa 2 tem uma informação básica sobre o assunto que perguntou, tem a deixa de fugir do assunto, podendo responder um “beleza, mais tarde pesquiso”, ou se ela se interessar, pode realmente pegar mais detalhes. Com respostas que já dei e recebi neste estilo, já tive muitos papos legais com pessoas pela internet, informações que não tenho tanta certeza que conseguiria pesquisando no Google, pois são informações mais pessoais. =)

(*) Em muitos locais existe a idéia de que não tem assunto simples. Eu dou razão. No exemplo que dei, um usuário iniciante de computador pode achar um parto a tarefa de recuperar o GRUB. A melhor definição para “simples” nesse caso seria “assunto pouco comun, que é difícil de encontrar uma opinião de consenso na internet ou outras fontes”

OBS: Antes que achem que esse post é direcionado apenas ao Hurley. Não, não é. Apenas o usei para exemplificar, pois acabou de acontecer comigo. Mas vira e mexe alguém me manda algo do tipo, o que acho igualmente chato. O Hurley foi apenas a pobre vítima que entrou no post. =P

Confusão na entrada da Arquibancada Curva no jogo Vasco x ABC

A mensagem abaixo foi enviada na comunidade da Guerreiros do Almirante, no Fórum dos sócios do Vasco da Gama, na ouvidoria do Vasco, e no MP-RJ. Caso você também tenha presenciado a cena, sugiro que envie seu relato ao MP-RJ e à ouvidoria. Esse tipo de coisa não pode continuar existindo.

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Olá,

Após uma vitória sofrida, mas muito comemorada do nosso Vascão, gostaria de comentar um fato muito triste que eu presenciei em São Januário.

Cheguei em São Januário as 21 horas, me encontrei com amigos e entramos na fila para entrar as 21:10, pelo portão 5(arquibancada curva). Estava \”tudo bem\” de início, a fila gigantesca como em qualquer jogo de alta procura.

Mas eis que a fila não andava, e já as 21:40 estávamos todos muito apreensivos, pois o jogo estava para começar, e nem previsão de conseguir entrar no estádio nós tínhamos. Apesar de todos estarem desesperados para entrar, não havia nenhum sinal de confusão onde eu estava, nem a frente.

E então que uma coisa absurda aconteceu: Um grupo de PMs, da cavalaria, saiu de onde estavam, perto dos carros estacionados em frente a social, e foi em direção ao grupo de torcedores. E começaram a espremer as pessoas. Não havia confusão, não havia motivo para fazerem aquilo. As pessoas começaram a protestar, eles então ameaçam avançar com os cavalos para cima das pessoas, recuam, e começam a rir das pessoas. Me perdoe se alguém que está lendo isso faz parte da PM, mas isso está longe de ser uma atitude de policial, que tem a função de nos proteger.

Após isso, as pessoas começaram a gritar, muito mais espremidas, e com empurra-empurra causado pelos policiais. Lá perto da entrada, parecia que uma confusão estava querendo se iniciar com as pessoas que não conseguiam entrar, e eram espremidas por quem estava na frente. E então, escutamos os barulhos: quatro bombas de efeito moral foram lançadas para a torcida, uma multidão que envolvia um grande número de crianças e idosos, pois aquele portão também era portão de gratuidades. No corre-corre do pessoal fugindo da fumaça das bombas, vejo inclusive crianças se perdendo dos pais.

Por volta de 20 minutos depois, consigo entrar no estádio.

Gostaria então de fazer umas pequenas análises:

1 – A atitude da polícia, inicialmente, foi ridícula. Indigna de um grupo de pessoas que tem função de zelar por nossa segurança. Eles na verdade nos ameaçaram e ajudaram a criar uma situação de catástrofe. As bombas foram a cereja do bolo da incompetência da polícia, que não conseguiu conter o pessoal de forma decente.

2 – Não podemos eximir de culpa o Vasco. As entradas do estádio são nada menos que ridículas, e não falo isso de hoje. Como o Vasco tem pretensões de hospedar grandes clássicos, se nem jogos com capacidade maior eles conseguem organizar?

3 – Após essa confusão, a polícia passou a controlar as bilheterias, pegar os ingressos na mão e não passar nas roletas. Eu, que comprei o ingresso pela internet, nem precisei tirar o cartão de crédito da carteira para ativar meus bilhetes. A chance de pessoas entrarem sem ingresso é MUITO alta, e com certeza aquele número de 18 mil presentes é fantasioso: com certeza tinha mais gente.

4 – A retirada do portão mais próxima da social, para dar exclusividade à futura àrea Visa, piorou a entrada das pessoas para a arquibancada curva, em uma entrada minúscula e com apenas cinco portas. O mínimo que deveria ser feito lá é acabar com as portas, juntar com o portão que tem ao lado, e transformar aquilo tudo em catracas. Lá cabem 10 a 12 catracas, que melhoraria muito a entrada.

Eu me senti realmente humilhado naquele momento. Sou torcedor, sócio, estudante, e me recuso a ser tratado como bandido, tomando bomba de efeito moral, sendo ameaçado por policiais por apenas querer assistir o jogo do meu time do coração. Sou também, um consumidor. No momento que vou ao estádio, pago para ter a decência de entrar com conforto e segurança o jogo.

Vou tentar entrar em contato com a diretoria, e encaminhar essa mensagem a eles. Acho que o mínimo que eu mereço é um pedido de desculpas, pois eles também tiveram parte na culpa.

Também encaminharei ao Ministério Público. Coisas estavam muito erradas lá, e eles precisam saber para tomar providências. Se você também esteve nessa confusão, sugiro que entre em contato com eles também.

E por último, apesar de todos os pesares, sábado estou em São Januário novamente, contra o Cabofriense. Só lamento que provavelmente alguns torcedores, que poderiam visitar São Januário pela primeira vez em vida, fiquem com má impressão de lá, e talvez nunca mais retornem, pela má experiência.

P.S. – Na arquibancada curva tinha um grupo de estrangeiros também. Será que passaram por esse sufoco? Será que tomaram bomba na cara? É essa a imagem que o Vasco quer levar ao exterior?

Um chefe de cozinha

A Fernanda @nandaw está a anos para fazer um blog de receitas de culinária. E pediu a mim para dar a minha receita secreta de miojo. Obviamente eu colaborei, e enviei a receita, com direito a foto. Mas ela até hoje não fez o blog.

Para evitar que minha receita se perca no meio de meus e-mails enviados, vou postar aqui. Fernanda, assim que você criar seu blog, sinta-se a vontade a publicar também minha receita. =P

Miojo a La Bola

Ingredientes:
2 pacotes de macarrão da Turma da Mônica sabor carne;
6 fatias de queijo;
6 fatias de presunto;
Margarina(se não tiver, serve manteiga, mas margarina é melhor);
Queijo ralado.

Modo de preparo:

Ferva a água. Com ela fervida, coloque os dois pacotes de macarrão.
Deixe ferver pelos protocolares 3 minutos. Mas NÃO coloque o tempero.
Enquanto isso, coloque em um prato as fatias de queijo e presunto da
seguinte forma: 2 de queijo/2 de presunto, e coloque no micro-ondas
por 1 minuto. Após esse tempo, retire do micro-ondas e corte o “bolo”
em quadrados(o tamanho fica ao seu gosto).
Com os 3 minutos do macarrão passados, remova toda a água do macarrão.
Coloque uma quantidade generosa de margarina na panela, junto com os
dois sachês de tempero e o “bolo” de queijo e presunto, e religue o
fogo.
Mexa essa gororoba por volta de 30 segundos e coloque no seu prato.
Queijo ralado a gosto do freguês. =)

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Pesquisas geniais que chegaram no meu blog

Este post foi escrito com ódio no coração, porque o WordPress apagou o post original quando o postei
Se tem algo que me diverte é a seção no wordpress que indica quais pesquisas foram feitos em veículos de busca que chegaram no meu blog. Tem cada pesquisa GENIAL! Outras, menos engraçadas, merecem alguma resposta.

Por causa disso, selecionarei algumas pesquisas que fizeram com que alguém parasse nesse blog, com comentários sempre que forem convenientes.

Como sempre aparecem pesquisas geniais, futuramente teremos novos posts desse tipo. =)

Série “Retorne ao primário, analfabeto”

  • fotos de caminahao com a frente amasada
  • diabo ledos os pesanetos
  • palavras legau para orkut
  • cantadas quen sol eu
  • escursão vakem open air
  • como um bombeiro d ve ajir

Série “O que você quis dizer com isso?” ou… “WAT? o.O”

  • garoto 14
  • meucasorio retira espacos
  • sacode sacode pega de morou
  • bonecos de palito ousado mão no saco
  • mimi pulava mimi se escondia e seu dono atirava
  • se não me engano a recepção pode te ajudar o que significa essa expressão?
  • quando religa intestino demora quanto tempo pra voltar a fazer coco
  • sardinhas sexy

Série “Merecia uma resposta”

  • poscomp “questão 10″

Anulada.

  • dicas para não ser fuder no wacken

Ainda farei um post sobre isso. Até pq me fudi muito no Wacken. =P

  • “mago de oz” banda comunismo

Satanista e EMO.

  • jogos de tartaruga ninja rafael perdido

Abre um bueiro e grita o nome dele, que ele aparece.

  • roubando as lojas americanas

Tenho NADA a ver com isso, seu polissa!

  • rafael lopes morto

Provavelmente tentando roubar lojas americanas

  • quero ver os assaltantes que foi roubar o nome deles é rafael e amigos

E ainda sobrou pra mais alguém!

  • se eu tenho 50 reais para comprar 6 ingres 50 tem que sobrar 8 reais quantos custou cada ingresso?

7 reais.

  • meu produto que estava nos correios foi roubado como fico?

Triste?

  • homens mostrando o sebo do saco

Sério… para tudo… COMO CARALHOS ISSO CAIU NO MEU BLOG? o.O

  • 1000 euors da pra conhcer europa

Se você se prostituir em cada cidade que passar, sim.

  • trofeus barato lojas americana

Roubar troféu é com o mascote.

  • o professor é obrigado a dar prova final na ufrj

Sim.

  • por que brian may não canta 39 ao vivo?

COMO NÃO? Eu o vi cantar! DUAS VEZES!

  • tchutchuco ufrj foto

WAT? =P

 

******

 

E aí? Pra vocês qual foi a melhor?

Compras via Web que deram merda: Submarino (Caso 2)

Antes de começar a contar o meu segundo problema que tive com o submarino(caso não lembre do primeiro, leia), vou contar uma historinha pra vocês.

Época de lançamento do Harry Potter 6 em inglês. Aquele frenesi gigante, porque um importante personagem morria. Eu fazendo esforços imensos para fugir de spoilers.

***AQUI COMEÇAM SPOILERS. SE VOCÊ CHEGOU NA TERRA ONTEM, NÃO LEU HARRY POTTER AINDA, E PRETENDE LER, PULE OS PRÓXIMOS PARÁGRAFOS***

Então eis que entro no fotolog de uma conhecida, e nos favoritos dela estava uma foto do Dumbledore. Achava que era um comentários sobre o filme que estava sendo produzido na época. Ao abrir a página o seguinte texto “Não acredito que Dumbledore morre no final!!!”

Minha cara ao descobrir isso?

Meu ódio era tanto, que só consegui melhorar após o diálogo abaixo, que tive assim que fechei a página:

Eu: “Ae mascote! Dumbledore morre no final do sexto livro!”
Mascote: “FDP! Vai tomar ban, seu escroto!”

***AQUI TERMINAM OS SPOILERS***

Depois deste pequeno episódio, eu jurei a mim mesmo que não esperaria. Compraria o sétimo livro em inglês no dia do lançamento mundial. Não ia esperar o lançamento em português.

O ano era 2007. O mês era Julho. O livro seria lançado dia 21, e novamente tínhamos um frenesi gigante. Novamente não. Dessa vez o alvoroço era GIGANTE. Muito maior! Pessoas acampavam em frente às livrarias aguardando sua vez para comprar sua cópia do livro. E eu, desesperado também pelo livro.

Então entro no site do Submarino, e vejo um anúncio do livro. Prometia entregar o livro no próprio dia 21, um sábado, para todos que comprassem o livro com antecedência, e ainda ganharia uma camisa(que provavelmente não caberia em mim).

Nem titubeei. Comprei na hora. Aguardava ansiosamente o dia 21 chegar para devorar as páginas do livro e saber como seria o final. Mas algo tinha que dar errado, né?

Dia 21 chegou, e levantei de madrugada(8 horas é madrugada para um sábado), para aguardar o livro. Tradicionalmente, nos sábados os correios e encomendas chegam somente de manhã aqui na minha casa. Se dá uma da tarde e um produto não chegou, é esperar segunda-feira. Deu meio dia e nada. Uma da tarde e nada. Fiquei nervoso.

O porteiro estava cansado dos interfonemas que eu dava, perguntando se eu tinha encomenda. Eu sabia que ele iria me avisar quando chegasse, mas sei lá… tinha aquela esperança.

Duas da tarde e nada. Com o modo desespero ativado, entro em contato com o atendimento online do Submarino. A mulher responde dizendo que o produto foi enviado e deveria chegar hoje mesmo.

Três da tarde e nada. Entro de novo em contato com eles. A resposta é a mesma. A partir deste momento, a cada meia hora entro em contato com eles online, até umas sete horas da noite.

Sete da tarde. Novamente nada. Entro em contato com eles online, e eles pedem para entrar em contato com o atendimento por telefone, em São Paulo. Obviamente o atendimento demora a ser feito, e fico ouvindo aquelas musiquinhas irritantes e como o Submarino está preocupado com meu bem estar e em me atender bem.

Depois de muito tempo, lá pra quase oito horas da noite, após ser passado de um setor para outro, consigo falar com alguém responsável pelo meu produto, que diz o seguinte: “Seu produto estará em sua casa até QUARTA-FEIRA.”

COMO ASSIM, BIAL????

Pergunto a ela por que caralhos eles me prometem que iriam entregar no sábado, e não me avisam em nenhum momento de mudanças na data de entrega. Para piorar, fui enganado a porra de um dia inteiro no atendimento online, que me dizia que chegaria na minha casa no dia.

Eu, particularmente, não me incomodo muito se um produto demora um dia a mais pra chegar na minha casa na maior parte dos casos. Mas aquele era um produto diferente, que demandava uma entrega pontual. Não apenas para mim, mas para vários fãs que aguardavam ansiosamente aquele dia. Neste caso, pontualidade era algo fundamental para eles!

A pessoa pede desculpas, mas diz que não pode fazer nada. Então eu ligo o foda-se e tenho o seguinte diálogo:

Eu: “Beleza. Vamos fazer o seguinte. Cancela meu pedido e devolve o dinheiro.”
Atendente: “Infelizmente o seu livro já foi despachado. Não posso cancelar o pedido assim.”
Eu: “Como? Agora tenho que receber o livro na quarta? Como faço para cancelar o pedido! Eu quero cancelar!”
Atendente: “Você pode recusar o recebimento do produto. Assim devolvemos ao depósito e o dinheiro será devolvido a você, pois a compra foi cancelada.”
Eu: “Ok. Farei isso.”

No momento que desligo o telefone, começa minha saga atrás de uma livraria que ainda possuísse uma cópia do livro a venda. Felizmente uma livraria do Norte Shopping tinha uma última cópia. Pedi para ela guardar o livro para mim que eu estava saindo de casa. Ela falou que só podia guardar o livro por meia hora. Aceitei e na hora que desliguei o telefone, fechei a porta de casa.

No final das contas consegui comprar o livro, mas tive que esperar chegar em casa para começar a ler. No ônibus apareceu uma conhecida que sentou ao meu lado e começou a querer puxar papo.

Cheguei em casa e lembrei que precisava resolver o problema de recusar o recebimento do livro. Os porteiros do prédio são instruídos a receber as encomendas sempre. Dessa vez tive que avisar a eles que era para recusar o recebimento. Pois bem, conforme começava a escala de cada um eu avisava disso. Todos foram avisados, exceto um. Quando fui avisá-lo, dei bom dia e ele me responde “Bom dia! Chegou uma encomenda do submarino pra você.”

Lá vou eu novamente entrar em contato com o submarino, agora para fazê-los vir buscar meu livro. Após encher o saco deles, eles falaram que iriam buscar em alguns dias úteis. Deixei o livro na portaria, com um bilhete explicando o que fazer pros porteiros. Em alguns dias o livro foi devolvido.

Final da história: Meu livro é a versão inglesa. Apesar de não ser a adulta(que tem a capa mais fodástica de todas), ainda tem uma capa melhor que a versão americana(que era do submarino). O dinheiro do submarino foi ressarcido, e a camisa realmente não caberia em mim. E era mó vagabunda.

O livro foi devorado, e me isolei completamente do mundo exterior enquanto lia. E a cada capítulo jurava para mim mesmo que nunca mais compraria nenhum item em pré-venda no Submarino. E mantenho esse juramento até hoje, mas minha irmã já comprou e igualmente passou um perrengue.

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